APLIC Oficina da Palavra | Théo Nascimento Soares da Cunha

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Théo Nascimento Soares da Cunha

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Coletividade individualista

A ética tem papel fundamental no funcionamento de uma sociedade. Sabe-se que o compartilhamento de valores morais que beneficiem a todos é primordial ao convívio humano. O Brasil, entretanto, parece ter falhado na popularização destes ideais no âmago de sua população. Há uma “cultura” de valores corruptos e imorais, que assola o país, diretamente vinculada às estruturas públicas, vivenciada e alardeada, há gerações, pelo povo e seus líderes.

A principal matriz desse problema é, certamente, educacional. O ensino púbico – em alguns casos também o particular – falha com seus alunos, não só na transmissão de conteúdo científico, mas também moral. À vista disso, muitas famílias, hoje, não têm condições educacionais de passarem valores morais. Assim sendo, a deficiência não é exclusiva das novas gerações.

A falta da transmissão de valores éticos, na escola e consequentemente no lar, acabou gerando uma sociedade individualista e corrupta. O termo popular “jeitinho brasileiro” representa tudo o que há de nefasto, danoso ao corpo social. A difusão de uma cultura de desonestidade perpassa até na atitude dos que lutam pelos valore éticos. Evidencia-se, a partir das palavras de Rui Barbosa, que o homem sente vergonha da própria honestidade quando inserido em um meio corrupto.

De fato, a construção de uma sociedade ética é ponto que influenciaria positivamente a população brasileira. A promoção de valores éticos nas escolas poderia mudar as perspectivas das novas gerações. Dessa forma, promovendo a popularização de um novo “jeito brasileiro”, pautado na honestidade, na moral, na ética, no respeito incondicional ao próximo. Preceitos estes que deverão estar focados nas ações moralmente corretas do individual vislumbrando a prosperidade coletiva.